Análises independentes sobre política
Romeu Zema encerra seu ciclo no Palácio Tiradentes com um patamar de aprovação sólido. De acordo com o levantamento do Paraná Pesquisas (09/03/2026), o governador detém uma aprovação resiliente de 61%, número que é confirmado pela pesquisa do Instituto Real Time Big Data (13/03/2026), que registrou os mesmos 61% de avaliação positiva.
No entanto, para o cenário político, esses números escondem um conflito: Zema possui um capital político de gestão, mas não necessariamente de transferência.
A Baixa Toxicidade como Ativo de Centro
Diferente dos padrinhos nacionais, Zema transita em uma zona de rejeição significativamente menor.
A Distância de Transferência: O X da Questão
Aqui reside o maior desafio para estrategistas: o abismo entre aprovar o governo e seguir a indicação do governante.
Cleitinho vs. Simões
Esse cenário cria um dilema para o grupo do governo, como mostram os números da Real Time Big Data (13/03/2026).
De um lado, Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera isolado com 38% das intenções de voto. De outro, o herdeiro direto de Zema, Mateus Simões (PSD), aparece com apenas 9%, apesar de todo o esforço para torná-lo conhecido.
A Estratégia da Radicalização
Para tentar diminuir essa distância entre a aprovação e o voto, Zema tem adotado uma postura mais agressiva, especialmente em críticas ao Judiciário e ao STF.
O Peso do Padrinho Menos Tóxico
A sucessão de Zema dependerá da capacidade de seu grupo em transformar a aprovação silenciosa em votos reais. Para a direita mineira, o desafio será unificar as intenções de voto antes que a oposição ocupe o espaço deixado por essa dificuldade de passar o prestígio para um sucessor.